sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

"Todo mundo ama um dia,
Todo mundo chora
Um dia a gente chega
E no outro vai embora"
O que você nunca vai saber:
Não pretendo te contar sobre minhas lutas mentais. Você terá nas mãos minha simplicidade e minha leveza, que podem não ser totalmente verdadeiras, mas foram criadas com muito carinho pra não assustar pessoas como você. Não vou ficar falando sobre a complexidade dos meus pensamentos, minha dualidade ou minhas dúvidas sobre qualquer sentimento do mundo. Vou te deixar com a melhor parte, porque eu sei que você merece. Guardo pra mim as crises de identidade e a vontade de sumir. Não vou dissertar sobre minhas fragilidades e minhas inseguranças. Talvez eu te diga algumas vezes sobre minha tristeza, mas só pra ganhar um pouquinho mais de carinho. Ofereço meu bom humor e minha paciência e você deve saber que esta não é uma oferta muito comum.

Se você tivesse chegado antes, eu não teria notado. Se demorasse um pouco mais, eu não teria esperado. Você anda acertando muita coisa, mesmo sem perceber. Você tem me ganhado nos detalhes e aposto que nem desconfia. Mas já que você chegou no momento certo, vou te pedir que fique. Mesmo que o futuro seja de incertezas, mesmo que não haja nada duradouro prescrito pra gente. Esse é um pedido egoísta, porque na verdade eu sei que se nada der realmente certo, vou ficar sem chão. Mas por outro lado, posso te fazer feliz também. É um risco. Eu pulo, se você me der a mão.

Você não precisa saber que eu choro porque me sinto pequeno num mundo gigante. Nem que eu faço coisas estúpidas quando estou carente. Você nunca vai saber da minha mania de me expor em palavras, nem que eu escrevo o tempo todo, em qualquer lugar. Muito menos que eu estou escrevendo sobre você neste exato momento. E não pense que é falta de consideração eu dividir tanto de mim com tanta gente e excluir você dessa minha segunda vida, porque há duas maneiras de saber o que eu não digo sobre mim: lendo nas entrelinhas dos meus textos e olhando nos meus olhos. E a segunda opção ninguém mais tem.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Vivendo morto

Hoje nada sou sem esse sentimento, esse mesmo que me machuca e me corroe por dentro. Esse mesmo que me mata aos poucos, que me derruba e me chuta antes que eu encontre algo pra me apoiar... Mas o que seríamos de nos sem as coisas que nos matam? Sem as coisas que nos deixam com medo? Mas o que fazer pra conviver com isso sem desistir de tudo? Amar e mais amar nao está me deixando viver, nao me faz parecer vivo. Mas o que fazer se quando nao estou amando sou um vivo vazio??? Viver, morrer,  tanto faz... O que me importa é o agora.  E hoje sou um morto cheio de vida...

terça-feira, 22 de maio de 2012

Momentos difíceis...

Cada dia mais difícil de lidar com minha instabilidade, estou estourando fácil, com besteira, e o pior, sempre com quem não quero magoar de forma alguma... não sei porque, não sei como, na verdade nem percebo, quando vejo a situação já está descontrolada, já falei coisas que não devia, já machuquei com palavras lançadas...
Engraçado é que fico bem o dia todo, tranquilo, carinhoso, controlado apesar de sempre ter um pensamento ou outro me incomodando, me alfinetando, instigando. Mas, o problema é que quando penso que estou controlado, que esses pensamentos ou essa vontade de extravasar está sob controle, parece que ela vem com tudo, derruba a parede do auto controle, da sanidade... fico fora de mim, mudo meu semblante, me torno auto destrutivo.
Já tentei parar, meditar, tentar me acalmar quando isso começa, mas é mais forte que eu, me controla, minha respiração muda, meu coração acelera, as pessoas se deformam na minha visão, só tenho foco pra uma coisa, e normalmente é alguém que não quero nem posso de forma alguma magoar, machucar...
Fico assim, taxado de louco, com cara de palhaço, sem saber o porque de tudo, sem aceitar minha parcela de culpa, sem rumo...



terça-feira, 24 de abril de 2012


minha vida???

são um monte de planos e tentativas, 
é uma coleção de fracassos, 
é um poço fundo de lama, 
que persegue sempre meus passos
"eu quero, eu posso, eu consigo"?
que foi que inventou esse fiasco
nem sempre as coisas dão certo
algumas vezes sempre dão errado

quero sim, fugir, ser livre
"querer", isso é só o que faço
quero sim sair dessa sina
me cansei de juntar meus pedaços
quero não precisar mais de planos
planejar só me leva a fracassos

minha cabeça é um labirinto constante
que não leva a nenhum conto de fadas
minha garganta as vezes se amarra
pra não dizer tanta coisa guardada
eu queria só mudar essas coisas
e sair dessa prisão destrancada
onde me encontro sem ser obrigado
onde me mantenho velando a madrugada



Freak

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

E vai acabando assim!


Sabe, hoje, por mais que eu tenha cansado de muita coisa, sentei pra escrever e pensei: do que eu vou falar?! Tenho dentro de mim tantas dúvidas, tantos temas, tantas explosões que nem eu sei por onde começar. Falar de amor não daria certo, meu coração anda tão longe, que já nem sei mais se ele volta um dia. Falar de amigos seria patético, pois cada um segue sua vida, se afastam, e eu descobri que é assim que funcionam as coisas. Falar de família é uma sensação estranha, porque por mais que eu ame e saiba que eles estão comigo ali, o tempo todo, não são a minha inspiração hoje. Eu poderia falar de saudade, de tempo, de pessoas alheias, generalizar tudo e todos e falar pronto, esse é meu assunto, ou, eu poderia fazer um super texto com palavras lindas e de auto-ajuda pra todo mundo elogiar e dizer, nossa, realmente, você se superou. Mas as pessoas sempre leem os textos e acham o máximo, se divertem ou choram e pensam que é assim que tem que ser, mas ninguém age. Cansei de fazer textos assim também. Na verdade, cansei de escrever qualquer tipo de texto, sobre qualquer tema, porque por mais que eu escreva rios de palavras, me expresse, vomite meus sentimentos nas linhas, e abra meu coração, as pessoas nunca vão saber realmente o que se passa dentro de mim, e quem eu sou realmente. E isso também já me cansou.

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Insanidade?

vivendo e descobrindo as coisas que podem me tirar o controle, que sempre pensei ter por completo sobre minha mente...
uma coisa simples hoje me levou a beira da insanidade, do descontrole, me fez me contorcer na cadeira, me segurando pra não levantar e surtar. Meu auto-controle talvez tenha ajudado, sobriedade não foi, pois a perdi no momento em que aquilo começou a entrar na minha mente, estou até agora tendo calafrios por causa de algo sem explicação, totalmente inocente me tirou o sossego da mente, me perturbou e transtornou meus pensamentos, deixando-os nulos, vazios, minha mente prestes a explodir e a unica coisa que eu conseguia raciocinar era em não me deixar levar ao surto...
um gatilho tão simples assim me levando ao descontrole? algo tão simples me deixando a beira da insanidade, do desconforto comigo mesmo?
Minha mente já fraca se tornou vulnerável a coisas simples enquanto a complexidade dos sentimentos e dos problemas passam despercebidos em meus pensamentos... isso não é bom!